segunda-feira, 27 de julho de 2009

À ESPERA DOS ÁUREOS TEMPOS

A tecnologia avança à medida que progredimos, ou seja, somos nós os responsáveis pelos rumos tomados, tanto para o bem quanto para o mal. Criamos o poder para usufruirmos dele, mas o que vemos é que, cada vez mais, estamos submetidos a ele, acabando com o limite entre criador e criação. A grande problemática do assunto em questão é que somos capazes de fazer avançar, mas não conseguimos criar limites para esses avanços.
O ser humano, de maneira geral, demonstra grande interesse pela vida alheia, vide o crescente número de reality shows, com os mais variados temas, mas sempre buscando explorar ao máximo a intimidade de cada um e suas reações perante as tão diversas situações, e, na grande maioria das vezes, adversas.
O homem do século XXI acredita na fantasia de que vive num mundo guiado pelo liberalismo onde cada indivíduo é o único responsável por suas ações. Se pensarmos na palavra liberalismo do ponto de vista político e social, vamos verificar que uma sociedade liberal é uma sociedade individualista, em que as pessoas buscam satisfazer suas próprias vontades. Mas, não se pode configurar uma sociedade individualista, se toda nossa soberania de escolha está submetida á tecnologia. Logo, não há privacidade, tampouco liberdade.
Todo avanço da tecnologia pode ser útil. Localizar pessoas perdidas desde que submetidas às novas ferramentas, é um bom exemplo, se as funções de tal avanço estivessem concentradas somente nas mãos de pessoas certas, de pessoas éticas. O problema é que a ética humana está no plano abstrato. O que é e o que não é ético deixou de ser senso comum há muito tempo, desde que uns começaram a se beneficiar e, supostamente, tornaram-se melhores que os outros. Além disso, perdemos a capacidade de julgar quem são as pessoas certas para lidar com a tecnologia a favor da sociedade como um todo.
Somos todos escravos e, como bons escravos que somos, nos resta abaixar a cabeça e cumprir as ordens da nosso senhor, até alguém se mostra disposto a assinar a Nossa Lei Áurea. Ou não. Podemos nós mesmos juntar recursos para garantir nossa própria libertação. Trata-se de um ciclo; antes o senhor era o fazendeiro, hoje, é a senhora tecnologia.

SOB O MESMO SOL

Há muito tempo eu tenho vontade de criar um blog. Pra pôr pra fora o que eu penso e muitas vezes não sei reproduzir por meio de palavras faladas. Há pouco tempo comecei a usar o twitter e percebi que ele poderia servir para coisas relativamente úteis. Há algumas horas, li uma reportagem em um jornal que me fez querer compartilhar com outras pessoas o que li, mas nos posts do twitter cabem pouca coisa. Então resolvi, finalmente, começar um blog.
A reportagem em questão saiu no caderno folhateen do jornal Folha de São Paulo e fala sobre uma escola na África que protege crianças albinas e deficientes contra assassinatos. A explicação para a perseguição é que, no país, o cadáver de um albino pode chegar a valer cerca de R$ 7.600. Isso porque, segundo a reportagem, sangue, pés, mãos, cabelos e genitais de albinos são usados em poções mágicas que trazem sorte, reza uma lenda antiga.
Peter Ash é membro da ONG Under The Same Sun, que luta contra a prática relatada. Segundo ele, para ajudar de longe, há uma petição que visa pressionar o governo local. Para assinar: www.underthesamesun.com , em Petition.